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CRIANÇAS X TECNOLOGIA - dicas da Mami n´Forma


Conheça o blog da nossa colunista Pat Perri

Qual a idade certa para apresentar eletrônicos a uma criança?
Podemos encontrar inúmeros estudos que nos mostram os efeitos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, no comportamento físico e mental de nossos filhos! Leia e tire você mesmo suas conclusões.
bebe no cel
A pergunta que não quer calar, vive na cabeça de muitos pais. Porém, é notório que crianças cada vez menores estejam passeando seus dedinhos por tablets e celulares em casa, na rua, na espera do consultório, restaurantes, aviões ou onde seus pais quiserem ter sossego. Olhando por esse lado, então podemos concluir que, tal  pergunta tenha se tornado ultrapassada, já que muitos pais não parecem se preocupar com o limite mínimo de idade para permitir que seus pequenos (até demais) ingressem no mundo da tecnologia.
O neuropediatra Christian Muller, membro da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), diz que não dá para proibir a criança de jogar.  “Talvez tenhamos que discutir não só a precocidade, mas a questão da imposição de limites, de restringir o uso. Uma criança de 2 anos, por exemplo, não deveria usar um tablet,” diz o médico.
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria estabeleceram limites para a exposição das crianças a todo tipo de mídia (TV, games, dispositivos móveis), segundo a terapeuta Chris Rowan, as instituições recomendam que crianças de 0 a 2 anos não tenham nenhum tipo de exposição à tecnologia. O limite para as de 3 a 5 anos é de uma hora diária. O tempo sobe para duas horas diárias para crianças de 6 anos a jovens de 18 anos. Claro que se você chegar pra seu filho de 18 anos e disser que ele só poderá usar o celular ou qualquer eletrônico duas horas por dia, no mínimo ele vai rir da sua cara! Acredito no bom senso! Não devemos nos preocupar com adolescentes ou pseudo adultos, os pais devem se preocupar com as crianças, essas entre 0 e 6 anos! A personalidade de uma criança junto com seu caráter se formam na primeiro infância o que influenciará, e muito, no adolescente e adulto que este se tornará.
Segundo Muller, os pais precisam saber dos efeitos causados pelo excesso de exposição aos videogames e outros dispositivos eletrônicos. “Estudos comprovam que há efeitos físicos e até comportamentais”, diz Muller.
Passar horas, em computadores e principalmente nos dispositivos móveis eletrônicos nem sempre eles notam, mas ficam corcundas, tortos, sentados de forma errada. A má postura, por exemplo, provoca dores musculares na criança, também há risco de desenvolvimento de úlcera na córnea, pois a criança fica muito tempo sem piscar, principalmente enquanto joga videogame.
Muller afirma que os jogos eletrônicos podem potencializar sintomas de ansiedade e agressividade na criança. “Você pode observar algumas crianças batendo o dedo ensandecidamente na tela do tablet em busca de um ponto,” alerta. Para reduzir sintomas de ansiedade e agressividade em crianças com deficit de atenção, o médico diz que é recomendo sempre atividades físicas. “Os jogos eletrônicos são o contrário da atividade física. Os exercícios reduzem a agitação.”
O neuropediatra alerta também que os jogos eletrônicos provocam alteração do sono.  “A luz das telas dos jogos ficam no rosto da criança, reduzindo a produção de melatonina e diminuindo o sono. Ao contrário dos livros, que produzem sombra e dão um soninho.”
Outro problema causado pelo uso de dispositivos móveis são os acidentes por falta de atenção. “Há vários casos de quedas e traumas causados por pessoas que estavam jogando ou trocando mensagens”, afirma o médico.
LIMITES
Muller orienta que os pais não precisam proibir, mas devem buscar um limite saudável. “O uso deveria ser pontual. Esse tempo jogando não deveria fazer parte do dia a dia da criança. Deveria ficar restrito a alguns momentos.”
E como entreter a garotada?
Muller diz que os pais devem incentivar os filhos a praticarem mais esportes. “É preciso encontrar diversão em atividades físicas.”
E acrescenta ainda que as crianças vão desenvolver a parte cognitiva brincando de encaixar tanto no tablet quanto com peças de brinquedo no chão de casa. “Os dois trabalham a parte cognitiva, mas só o brinquedo desenvolve a parte motora. O ato de encaixar se aprende fazendo.”
Não sou educadora, psicóloga, psiquiatra, neuropediatra, cientista,  ninja (talvez) ou algo do gênero!! Porém, sou mãe de 3 crianças e jornalista, então podemos dizer que sou parte de tudo isso e ainda, uma curiosa de plantão kkk
Não julgo e nem tão pouco sou rainha da verdade! Certo ou não, respeito que cada um deve saber o que é melhor para seus filhos dentro de sua casa e de acordo com sua filosofia!
Aqui na nossa casa, por exemplo, DURANTE A SEMANA as crianças não assistem TV ou ligam os eletrônicos, salvo os dias que a mais velha (12 anos) traz trabalhos pra fazer em casa (o que é raro porque ela estuda integral e faz tudo na escola)!
Ok, antes que alguns critiquem nossa decisão, eu explicarei o porque, não por satisfação, nem estudos, mas por experiência própria:
Comecei a notar uma mudança radical de comportamento, principalmente nos meninos (5 e 6 anos) e não entendia o que estava acontecendo, então passei a observar:
Momentos de agressividade
Irritação
Sinais fortes de ansiedade
Insônia
Pesadelos
Introspecção
Frustração, principalmente quando eu pedia pra desligar os eletrônicos ou mandava fazer alguma coisa que tinham que parar de jogar ou ver TV!
Eu e meu marido sempre conversamos, já frequentamos sessões de terapia familiar, sempre com foco na educação das crianças e nunca fomos a favor de sair e permitir que levassem eletrônicos, principalmente à mesa! Entendo que eles ficam impacientes parados, não deixam os adultos conversarem, mas isso é uma questão de disciplina, educação e até respeito! Imagina eu com 3 crianças num restaurante?!!
Posso te dizer que é tranquilo!! Nós conversamos, ouvimos as histórias malucas que eles contam, rimos juntos, quando é necessário repreendemos e com tanta interação entre todos, o tempo passa rápido, a comida chega, comemos numa boa e sem ficar enrolando, vamos embora assim que eles acabam a sobremesa! Procuro escolher restaurantes com “espaço kids”, mas eles também não reclamam se o lugar não tiver essa opção.
kids_twitter
Eu penso assim: Se quer um almoço, jantar, enfim um evento para adultos, desculpe, deixe as crianças em casa com um responsável! Se não tiver com quem deixar, então, não vá! Passei muitos eventos em casa enquanto nossos amigos se divertiam e não morri, nem perdi os amigos!! Criança quer atenção!! E se não tiver, não vão sossegar enquanto você não der por bem ou por mal! Nesse caso, te garanto que você vai preferir ter ficado em casa.
Voltando aquela questão poêmica, a partir do momento que tiramos os eletrônicos durante a semana, tudo mudou! Os meninos que nem interagiam mais um com o outro, voltaram a brincar muitooooo juntos e também fazem esportes no clube os 5 dias da semana. Minha filha mais velha que, só ficava no mundo dela teclando sem parar, saiu do casulo e voltou a interagir também! Tal iniciativa nos uniu novamente e hoje podemos estar realmente juntos, porque muitas vezes estamos todos no mesmo ambiente mas cada um no seu mundo digital.
No final de semana está liberado, mas como sempre saímos e passamos um tempo fora de casa, então esses momentos tecnológicos têm ficado cada vez mais raros, tem dias que nem lembram, preferem sair pra pedalar, jogar futebol e brincar com outras crianças!
Na minha época de infância só existia a TV como forma de entretenimento eletrônico e os programas infantis não passavam 24hs, mesmo assim, tive uma infância super feliz! Claro que não serei hipócrita em falar mal da tecnologia porque é ela que nos une, senão nem estaria aqui escrevendo pra vocês! Mas sou a favor do verdadeiro significado de sermos pais, porque além de educar, precisamos dar limites, atenção e muito amor!!
Tá certo que conheço muitos com mais de 30 anos que não saíram da infância até hje, mas é um período único em nossas vidas! Então, permita que seu filho aproveite e se ele for o próximo Steve Jobs ou Mark Zuckerberg, pelo menos vai ter o que contar de suas experiências reais quando era garotinho!
Dicas da Mami:
criança lendo livro
Leve seus filhos, periódicamente, à livrarias com espaço kids, algumas sempre tem uma programação divertida nos finais de semana. E se puder deixe-o escolher um livro pra lerem juntos em casa
Estimule à prática de esportes mesmo que você não seja um atleta profissional
Converse, queira saber sobre o dia dele, conte um pouco do seu também
Nele você encontra o “Guia para Uso Responsável da Internet”, porque neste post eu nem entrei na questão dos perigos externos que a rede oferece a nossos filhos!
Bom, esse assunto fica pro próximo post, ok.
Fontes:
Revista Crescer

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