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Trisal de MT registra união poliafetiva e luta por certidão de casamento e para os três registrarem o filho - o que vocês pensam?

Da Redação - Isabela Mercuri
Foto: Reprodução / Facebook
Trisal de MT registra união poliafetiva e luta por certidão de casamento e para os três registrarem o filho
No último dia 23 de novembro aconteceu um marco na vida de Paula, Klinger e Angélica: os três oficializaram a relação por meio de uma “declaração de união poliafetiva”, o que garante a eles alguns direitos que antes não possuíam enquanto trisal. Mas este é só o começo.

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O trio ficou famoso após aparecer em um programa da GNT "Amores Livres e dar entrevistas para diversos meios de comunicação no mês de setembro. Contrariando as críticas e a descrença do senso comum, eles mostraram um relacionamento estável e que, aos poucos, é reconhecido também pela lei.

Klinger e Paula já tinham uma declaração de união estável, mas decidiram desfazê-la para incluir Angélica, que entrou no relacionamento cinco anos depois. Segundo o marido, eles não tiveram dificuldades: “Fizemos aqui no cartório de Jundiaí mesmo, onde a gente mora. O pessoal achou diferente, mas não teve nenhuma objeção”, explicou ao Olhar Conceito.



A declaração foi escrita por Paula de próprio punho, e os três assinaram e reconheceram firma. Além deles, mais duas testemunhas também participaram. “É importante porque dessa forma nós conseguimos garantir alguns direitos. Nós pagamos nossos impostos como qualquer cidadão, até mais, porque são três pessoas e não duas, então se temos deveres temos que ter direitos também”, afirma Klinger.

Com essa declaração, o trisal pode, por exemplo, ser beneficiado com separação de bens caso se separem (33,33% para cada um), além de ter direito a pensão por falecimento e pelo seguro de vida. O objetivo maior, no entanto, seria conseguir uma certidão de casamento:

“Nós conseguimos algumas coisas, mas não tudo. Por exemplo, não conseguimos colocar as outras duas pessoas no plano de saúde como beneficiário, e com a certidão de casamento seria mais fácil”, afirma Klinger. O trisal reconhece que este seria um grande passo, mas que ainda é difícil na atual situação do país: “Até por isso não fizemos festa. Nós vamos fazer um jantar a três neste final de semana, mas festa mesmo só quando conseguirmos casar no papel”.

Outro objetivo é conseguir registrar o filho deles, que deve vir em 2016, com duas mães e um pai: “A Paula vai gerar porque ela é mais velha, já tem 31 anos, mas ela mesma quer lutar para colocar a Angélica como mãe. Ela não vai gerar, mas será mãe da mesma forma”.

Além de buscar direitos para si, o trisal também pensou em fazer a declaração para mostrar a outras pessoas na mesma situação que isso é possível. Em sua página no Facebook (clique AQUI) eles servem de inspiração para outras pessoas que se relacionam de forma não convencional pelo Brasil.

Klinger é de Barra do Garças e Paula é de Cuiabá. Ambos se conheceram por meio da irmã do moço, e ficaram juntos desde o início. Cinco anos depois, Angélica entrou na vida de Paula pelo Facebook, e aos poucos os três foram se apaixonando e decidiram ficar juntos, contrariando todos os preconceitos e obstáculos.

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