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Doce Infância - por Marcelo Facini convidado do blog Fotografilhos de Ike Levy

A nossa relação com a comida remonta aos nossos primeiros momentos de vida. Os estímulos que a primeira refeição nos causa, no olfato, no paladar, no tato, nos desperta associações profundas de confiança com os nossos pais. Ao amamentar, inicia-se uma relação de dependência, entrega e amor.
01É um vínculo poderoso e inesquecível relacionando de uma vez por todas o ato de se alimentar com a sensação de segurança de nossos pais. Essa sensação continuará com o passar dos meses visto que a incapacidade de nos alimentar por nós mesmos faz com que dependamos inteiramente dos cuidados dos nossos pais. A mensagem é a seguinte: “Se os meus pais, que me amam tanto, estão me dando essa comida, é porque ela faz bem para mim.”
A responsabilidade dos pais nesse sentido é relacionada à vida e perdurará por todos os anos seguintes: prover e ensinar aos filhos as três coisas básicas para mantê-los vivos: a importância do comer, do beber e do dormir com qualidade.
Tentar dissociar essa imagem de segurança poderá gerar conflitos imensos tornando a mudança de certos hábitos tão difícil quanto se livrar de um poderoso vício.
02Parte dos hábitos relacionados ao estilo de vida é construído durante os primeiros anos. É de responsabilidade dos pais prover uma alimentação adequada, balanceada, cheia de vitaminas e fitonutrientes aos seus filhos. Isto significa assegurar uma grande parcela de saúde (pois a parte da genética é de apenas de 8% a 10%) física e mental e poderá garantir a passagem desses aprendizados aos filhos de seus filhos, por gerações vindouras.
Infelizmente, enfrentamos a maior pandemia e dicotomia da história da humanidade: grande parte da população mundial ainda passa fome enquanto outra grande parcela está doente e morrendo porque comeu demais. A obesidade e o estilo de vida sedentário são o mal deste século, ou melhor, isso são consequências, pois na verdade, o açúcar em suas várias formas, que é o mal deste século. Esse “açúcar” é o cigarro do século XXI. No Brasil, 56% dos bebês tomam refrigerante frequentemente antes do seu primeiro ano e vida. A cada 5 crianças obesas, 4 permanecerão obesas quando adultas. Pela primeira vez em nossa história, essa geração de crianças viverá menos que os seus pais. E isto é antinatural.
A Revolução Industrial trouxe avanços incríveis com a tecnologia e produção para a massa. Se não fosse pela produção alimentícia em grande escala, muitos teriam morrido de fome pós-guerra. O alimento precisava chegar à mesa das pessoas, cada vez mais rápido, durar mais, e ser mais barato. Precisavam “matar a fome” da população.
03A vida moderna trouxe outros grandes desafios, o foco no trabalho e na carreira, a independência financeira, social e emocional nos afastando daquele princípio básico de ensinar e garantir a importância do comer, beber e dormir com saúde. Transferimos parte desta responsabilidade para a televisão, para as empresas de alimentos, para os professores ou para algum cuidador. Porém, nenhum deles se responsabilizará pela saúde de nossos filhos. E a lista de problemas relacionados à falta de saúde aumenta a cada dia: diabetes, obesidade, pressão alta, câncer, etc.
Está na hora de tomar as rédeas de sua vida e reatar esse vínculo alimentar com os seus filhos. O melhor que podemos fazer é reduzir ao máximo o consumo de alimentos industrializados e dar o que chamamos de “comida de verdade”, orgânica, com muitos legumes, verduras, grãos, oleaginosas, frutas e cereais. 04A diferença que isso fará em suas vidas é imensurável. Somente através deste tipo de alimentação que os seus filhos conseguirão as vitaminas necessárias para terem corpos e mentes sãs.
Ainda há tempo pais, que os seus filhos se lembrem de vocês como aqueles que os ensinaram a escolher sabiamente, a se nutrir ao invés de só comer, e a viver intensamente a vida com vigor, alegria e muita saúde. Que este seja o seu legado e a lembrança do que foi a sua doce infância.

fotoMarcelo Facini
www.annibalefacini.com
Instagram: marcelofacini
Twitter: mfacini
Executivo com MBA em Finanças e em Marketing pela FGV e autor do livro ‘Um Brinde à Saúde – Sem glúten e nem lactose, POR FAVOR!’, onde foi agraciado com a introdução de Bruna Lombardi. Marcelo Facini abdicou de sua carreira em multinacionais para seguir sua paixão: a gastronomia funcional. Estudou em prestigiadas escolas de gastronomia internacionais: The Cordon Vert, Le Cordon Bleu, Ecole Ritz Escoffier, Natural Gourmet Institute em Nova Iorque. Frequentou cursos de cozinha indiana nos EUA e tailandesa no Brasil.
É certificado em Personal & Professional Coach, pela Sociedade Brasileira de Coaching e em Health & Wellnes Coach, pela Real Balance Global Wellness Services, Rice University, Texas – EUA.
Em 2013 atuou como diretor geral e consultor da VP Consultoria Nutricional – a maior empresa de nutrição clínica funcional, esportiva, fitoterápica e gastronômica funcional do país. Atualmente é proprietário da consultoria em gastronomia funcional Annibale & Facini.

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