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Mulheres têm três vezes mais enxaqueca crônica que homens

Mais comum do que se imagina, este tipo específico de dor de cabeça intensa afeta cerca de 20% das mulheres e 5 a 10% dos homens. Tratamento preventivo com BOTOX® (toxina botulínica A – toxina onabotulínica A*) pode reduzir até 50% das dores



São Paulo, maio de 2014 – As reclamações de dores muito intensas das mulheres que sofrem de migrânea crônica, popularmente conhecida como enxaqueca crônica, têm fundamento. Estudos mostram que elas sentem três vezes mais a dor pulsante que os homens[i] e, ao contrário do que se imagina, a disfunção é muito comum, chegando a afetar cerca de 20% das mulheres e 5 a 10% dos homens. Pessoas que sofrem com este tipo da doença sentem pelo menos 15 dias de dor de cabeça a cada mês, com duração de mais de quatro horas por dia, por mais de três meses[ii], o que provoca um impacto não só na qualidade de vida, mas na produtividade do paciente. Um dos grandes aliados para a prevenção da doença é o tratamento com BOTOX® (toxina botulínica A – toxina onabotulínica A*) que reduz em 50% a frequência e a duração da dor de cabeça.

O medicamento bloqueia a liberação de neurotransmissores associados com a origem da dor. Para o médico Leandro Calia, neurologista do Albert Einstein, a ação inibe a sensibilização das fibras nervosas que conduzem à dor, o que diminui os sinais para o sistema nervoso central, reduzindo assim a frequência e intensidade das crises. “Os efeitos de BOTOX® no tratamento de migrânea crônica duram de 3 a 6 meses e, após este período, é preciso repetir o procedimento. Mas, para pacientes que sentem dor de cabeça intensa, este é um alívio muito grande porque permite recuperar a qualidade de vida e o prazer de vivenciar as atividades do dia a dia”, complementa o médico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a enxaqueca é uma doença altamente incapacitante, sendo classificada no mesmo grau que a demência e a tetraplegia. A vida de pessoas que convivem com a doença é profundamente afetada, pois as impede de ter uma rotina normal tanto no trabalho quanto na vida pessoal.  “A dor ocasiona não só ausências no trabalho. Durante as crises, o paciente não consegue realizar afazeres diários e, muitas vezes, se isola socialmente para suportar as dores. Estudos indicam que 58% dos pacientes que sofrem com a doença tem redução de produtividade no trabalho, e cerca dos 30% têm depressão, ansiedade e/ou dor crônica, além de outros tipos de migrânea”, comenta o médico.

Desafio para a Medicina - Existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça e a enxaqueca crônica ou migrânea crônica é uma delas. Muitas vezes confundida pelo paciente como uma dor de cabeça simples, acaba sendo subdiagnosticada e subtratada. Uma crise típica pode ser reconhecida pela dor que envolve metade da cabeça, podendo piorar com qualquer atividade física e tendo associação à náusea e vômito.

Apesar de mais frequente nas mulheres, homens também sofrem muito com a disfunção e acredita-se que a origem desta condição seja multifatorial. Para ajudar na prevenção, fatores de desencadeamento da dor - estímulos capazes de determinar o surgimento de uma crise de enxaqueca nos indivíduos predispostos - devem ser conhecidos pelos pacientes para que possam obter um melhor controle da doença.

Entre eles estão:

Sono
     Alteração na rotina do sono (prolongado ou reduzido)
Alimentos e bebidas
     Alto consumo de bebidas com cafeína, como chá e café, ou a privação da substância para quem consome grandes quantidades durante a semana e não repete a ingestão
     Consumo de determinados alimentos e bebidas (variam de pessoa para pessoa)
     Jejum prolongado
Hormônios
     Alterações hormonais, como no período menstrual
Estresse
     Estresse causado por diferentes motivos
Ambiente externo
     Exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas
Pressão atmosférica
     Mudanças súbitas de pressão atmosféricas, como as provocadas por voos comerciais

Para que a disfunção possa ser diagnosticada corretamente, o médico neurologista ou especialista em dor precisa ter detalhes sobre as crises. No momento da dor é importante que alguns dados como frequência, intensidade, localização e duração sejam anotados. Além disso, informações sobre medicamentos utilizados, fatores desencadeadores, hábitos alimentares, atividade física, sono e a relação das crises com a luminosidade, sons, odores e clima também serão avaliados pelo médico.

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BOTOX® e a enxaqueca crônica  
image006Em 2011, após os resultados do maior programa clínico já realizado sobre a enxaqueca crônica - o PREEMPT (Phase III Research Evaluating Migraine Prophylaxis Therapy), a redução foi em torno de 50% do número de dias e horas de dor de cabeça quando utilizada a toxina botulínica A para estes casos, na dose recomendada e aplicada em 31 a 39 pontos da cabeça e pescoço. A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária –, principal órgão regulador no país, aprovou o tratamento para o uso da marca BOTOX® no Brasil e, desde então, diversos pacientes enxaquecosos estão se beneficiando da nova terapia e os especialistas têm trabalhado cada vez mais para que o acesso ao diagnóstico adequado seja feito de forma cada vez mais ampla e consequentemente com melhores resultados.




Sobre BOTOX® (toxina botulínica A – toxina onabotulínica A*)
A aplicação do BOTOX® ficou famosa no mundo todo pela indicação cosmética, no tratamento das rugas de expressão. No entanto, a substância foi descoberta para o tratamento terapêutico e aprovada em 1989 (pelo FDA, nos Estados Unidos), como uma alternativa para tratar o estrabismo.

No Brasil, a primeira toxina botulínica a ser aprovada foi o BOTOX®,marca comercial da Allergan, em 1992 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para fins terapêuticos. Hoje, BOTOX® possui nove indicações aprovadas no país: distonia, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, linhas faciais hipercinéticas, espasticidade, hiperidrose, bexiga hiperativa e migrânea crônica, popularmente conhecida como enxaqueca crônica



*Farmacopeia brasileira

Fontes
[i] Buse DC, Manack AN, Fanning KM, et al. Chronic migraine prevalence, disability, and sociodemographic factors: results from the American Migraine Prevalence and Prevention Study. Headache. 2012;52(10):1456-1470.
[ii] Headache Classification Committee of the International Headache Society (HIS). The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (beta version).Cephalalgia. 2013;33(9):629-808.

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