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Como desfraldar seu amigo - por Marina Kater-Calabró do blog Mães Loucas

férias, verão, calor… este é o momento em que 10 entre 10 mães de crianças entre 2 e 3 anos decidem apresentar seus ex-bebês ao maravilhoso mundo do esgoto encanado! chega de gastar meia fortuna por mês com fraldas, chega de poluir o planeta com esse lixo tóxico não-degradável, chega de sujar a mão de cocô — espere aí: isso ainda vai continuar por algum tempo…

há que se entender: o verão é mesmo um bom momento pra deixar sua pessoinha andando por aí pelada (ou de cueca/calcinha) e, quando vier aquele xixi desavisado, na maioria das vezes é só passar um pano e boa!
e, apesar de ser possível encontrar dicas e macetes para o desfralde em qualquer blog nesta Internet-de-meu-deus, alguns pontos são cruciais para o bom andamento do processo, independentemente do método que se pretende adotar.



1º  — paciência

não importa se você vai usar de prêmios, historinhas, penicos musicais feitos em ouro, uma coisa você vai ter que ter de qualquer jeito: paciência. é hora de rememorar momentos possivelmente não muito felizes da sua própria infância, a postura que seus pais tiveram com seu desfralde, a relação que você criou a partir disso. não deixe em hipótese alguma frustrações e ansiedade transpassarem ao ensinar sua criança. tudo que seu filhote não precisa neste momento é se sentir responsável pela felicidade alheia (ou seja, a sua)!
2º — timing
cada criança é uma, cada pai e mãe também. isso se traduz na lógica de que cada mãe e pai tem que saber o momento em que seu filho pode estar preparado para o desfralde. não é porque o verão chegou e ele tem dois anos que “está na hora”. o que pode parecer perfeito para você pode muito bem não ser para o maior interessado: seu filho. sim, quem vai economizar caminhões de dinheiro todo mês é você, quem não vai mais precisar trocar fralda é você, mas nunca esqueça que a função primordial de toda mãe e todo pai é criar um futuro adulto, um indivíduo que precisa ter autonomia e ser feliz; ou seja, o maior interessado é ele sim!
3º — paciência

já falei que precisa ter paciência? pois deixe-me frisar o quanto isso é importante: toda vez que a criança pedir para ir ao banheiro você TEM QUE parar o que estiver fazendo e ir. mesmo que 8 entre 10 vezes que ele pedir seja alarme falso! mesmo que você esteja fazendo algo muito importante! mesmo que seja ‘rapidinho’! se a criança está aprendendo, não podemos exigir que ela ‘espere um segundo’, que ela saiba diferenciar a simples vontade de estrear o penico novo da real vontade de fazer xixi ou cocô, nem que ela tope ir com outra pessoa. entoe o mantra ‘logo passa’ e renda-se ao chamado do filhote!

4º — consistência

imagine o que é para a cabeça de uma criança receber uma ordem e, logo em seguida, outra contrária. depois outro comando e, logo, um antagônico. seu filho é super inteligente, tenho certeza disso, mas ele certamente ainda não tem capacidade de filtrar mensagens contrárias como fazendo parte da indecisão dos pais. se você decidiu apresentá-lo às cuecas e ao penico e deu o comando ‘faça xixi aqui’, é isso que ele vai fazer – ou, pelo menos, tentar. se toda vez que forem sair de casa você colocar fraldas, se quando quiser tirar uma soneca as fraldas voltarem, se estiver ‘com preguiça’, fraldas… sua criança vai demorar bem mais para finalmente entender quando precisa controlar a vontade e quando não precisa. é claro que existem situações excepcionais, quando não dá para deixar a criança sem fralda enquanto ela está aprendendo, mas a ideia é pegar uma ou duas semanas do seu tempo em que você pode deixá-la treinando em todos os momentos e que você esteja disponível para ir ao banheiro mil vezes, em qualquer lugar, carregar meio armário de calcinhas e shorts nas costas e trocar a roupa da figura cem vezes se for preciso. dá trabalho, mas a maternidade não é isso?
5º — esteja preparado para repensar a estratégia

o calor é o melhor amigo do desfralde, as férias também, mas pode ser que sua filha discorde e não se sinta confiante em se separar da amiga fralda, que a acompanhou todos esses anos. você decidiu passar pelo processo e, mesmo depois de um mês, parece que a criança não sacou omodus operandi? pois tape os ouvidos aos palpites alheios, respire fundo e saiba que é possível (e algumas vezes até aconselhável) dar um tempo no processo para tentar de novo daqui a uns meses. pode ser que seu filho não tenha curtido ser mandado o tempo todo para o banheiro (tem criança pequena com uma autonomia de causar inveja a muitos adultos), pode ser que a ansiedade da família, por mais que tenha sido contida, seja muito grande para a criança aguentar, ou talvez esta seja uma fase com novidades muito mais interessantes para a criança do que um penico. tudo bem. retire as tropas de campo e faça um novo planejamento para o Carnaval. ou para a Páscoa. ou para o Natal, quem sabe.

6º — paciência

ok, ok. paciência é importante, vocês já sacaram. mas, se a frustração estiver difícil de conter, lembre-se: ao contrário do que palpiteiros de plantão possam sugerir, quantos adolescentes de fraldas vocês conhecem? viu, essa fase também passa.
abaixo tem alguns links para posts com dicas que podem ser úteis para ajudar pais e mães inexperientes durante o processo. mas lembre-se que mais importante do que o método escolhido é sacar que tipo de criança você tem em casa e tentar encontrar o processo mais adequado à personalidade dela. e ter muita paciência. já falei isso?
boa sorte!
Marina Kater-Calabró

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